Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 31/03/2020

Modo de vida. Desigualdade social. Má distribuição de renda.Não se pode negar os diversos malefícios provenientes do atual sistema capitalista e consumidor.Nesse sentido, apesar dos seus benefícios, esse modo de vida adquiriu característica predominante no dia a dia da sociedade brasileira, visto os elevados casos de egocentrismos vividos.Nessa linha de raciocínio, a mídia do país têm-se especializado em atrair o maior número de telespectadores, entretanto, tal atração, na maioria das vezes, extrapola, causando alienação e danos mentais.Diante do exposto,faz-se necessário analisar as consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira, apresentando sua origem e, posteriormente, as consequências decorridas dessa mazela social.

Em primeiro lugar, há de se entender o surgimento do problema. Nesse seguimento, de acordo com a obra ‘‘Modernidade Líquida’’, do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, o espírito consumista, instaurado na sociedade após a Guerra Fria, deu a população tal característica de obsessão do lucro.Nessa perspectiva, a intensificação da desigualdade social fica evidente, causando, adiante, a fragilidade social.Nessa lógica, a mídia utiliza dessa fragilidade para manter as audiências, o que consequentemente, impacta no desenvolvimento de alienação e no atrofiamento do senso crítico, tornando as pessoas cada vez mais fragilizadas.

Em segundo lugar, é válido ressaltar, ainda, possíveis atrocidades oriundas do alongamento de tal contrariedade. Diante desse cenário, em consonância com a obra ‘‘Banalização do mal’’, da filosofa Hannah Arendt, aquilo que é maléfico e constante, transforma-se em algo comum perante as pessoas, ocasionando, de maneira mais profunda, a alienação dos indivíduos que, por não se enxergar o problema, acredita que não há nada de errado, tornando-se, no final, facilmente manipulável.Diante do exposto, a ausência do senso crítico desencadeia diversas outras problemáticas tais como: isolamento social, depressão e outras doenças mentais, além de favorecer diretamente a corrupção no ambiente político.

Em suma, as consequências provenientes da espetacularização dos meios de comunicação são muitas, entretanto, a maioria delas são reversíveis e, também, podem ser evitadas. Portanto, cabe ao Ministério da Educação e da Saúde (MEC), promover campanhas especializadas na divulgação do estado precário em que se encontra os brasileiros, por meio das verbas originárias dos altos impostos pagos pela sociedade, a fim de acabar com essa problemática persistente no nosso ambiente. Assim, será possível amenizar as ideias exposta de Zygmunt Bauman e Hannah Arendt e, posteriormente, garantir a evolução de todos no Brasil, extinguindo, por fim, essa mazela social do cenário brasileiro.