Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 31/03/2020
Desde a criação da Imprensa Nacional pelo príncipe Dom João no Brasil Império, a intenção da mídia é de trazer o debate, a reflexão e a formação da opinião social. Desse modo, a veiculação de noticias violentas tem como consequências o desenvolvimento de pessoas agressivas e a banalização da hostilidade. Com a busca desenfreada pela audiência, a mídia espetaculariza a violência de maneira a afetar o futuro dos brasileiros. Visto que de acordo com o livro Sapiens, o ser humano é extremamente adaptável, o que significa que ao assistir e ouvir notícias sensacionalistas com frequência e de maneira naturalizada, esse vai tomar como uma atitude racional e normal a ser reproduzida. Assim, sendo a mídia detentora dos meios de comunicação para persuadir o interlocutor, boas condutas de convivência social devem ser mostradas em detrimento das condutas hostis. A vida humana parece ter menos valor a cada dia. O exposto anterior, extraído da revista Veja, expressa pelo jornalista Reinaldo Azevedo, tem cada vez mais sentido dado que a imprensa notifica mortes de forma violenta com imediatismo e sem nenhuma restrição. A exemplo disse, Polícia 24 horas, programa da tv Band, divulga de forma desumana e sem maquiagem a ação de policiais em confrontos com bandidos, muitas das vezes mostrando tiroteios que causam morte. Então, de modo que não haja censura de informações, o horário de exibição desses programas e notícias fujam ao horário nobre. Logo, é notório que a espetacularização da violência é um problema social. Nesse viés, para que haja uma solução o Governo por meio do Ministério da Educação(MEC) deve promover palestras em escolas para pais e alunos, com o intuito de mostrar o impacto nocivo que tais notícias tem no desenvolvimento dos alunos. Ainda com o MEC, a grade escolar deve adotar aulas de boas condutas, para que a máxima de Immanuel Kant de que o homem é aquilo que a educação faz dele, tenha sentido.