Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 01/04/2020

Segundo o físico alemão Albert Einstein “nada vai acabar com a guerra  menos que as pessoas se recusem a ir para a guerra”. De maneira análoga a espetacularização da violêcia pela mídia tornou-se a “guerra” pela qual os brasileiros assistem diariamente. Assim, é preciso analisar como o exibiocionismo digital e a criminalização da pobreza contribuem para a persistência desse preocupante problema na sociedade brasileira.

Em primeira instância, é indubitável que a inoperância estatal para a especularização da violência pela mídia esteja entre as causas do problema. Outrossim, a forma ampla de exposição permitida pelas redes sociais, está deixando uma abertura imensa da vida privada dos indivíduos, para qualquer pessoa, já que, é possível compartilhar todos os momentos em questão de instantes, porém, a mídia usa hodiernalmente desses mesmos recursos para propagar episódios de violência, que embora sejam notícias verídicas, afetam o emocional e o psicológico de inúmeros brasileiros.

Ademais, ainda que a Constituição Federativa, de 1988, defina o direito a igualdade inviolável, essa não é uma realidade íntegra para todos os indivíduos, visto que, os cidadãos de classe econômica baixa, entre esses principalmente os negros, são frequentemente responsabilizados por atos violentos e, além disto mais de 50% de notícias bombardeadas pelas mídias são normalmente desses indivíduos, o que permite perceber uma relação feita pela mídia entre a classe desfavorecida e a violência existente.

Sob esse viés, é de suma importância que o ministério da cidadania, que tem como função o desenvolvimento social, reduza a veiculação dos meios midiáticos, a fim de reduzir a propagação de exposições violentas, com o fito de atenuar a questão da especularização das mídias no Brasil e, assim, construir uma sociedade que se recuse a passar horas e horas do seu dia, assistindo diversas situações violentas em frente canais midiáticos.