Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 02/04/2020
O jornalismo tem o papel de informar o povo do andamento da sociedade, e isso inclui a segurança, e portanto, casos de violência que ocorrem todos os dias. Durante a informação, muitos jornais acabam televisionando o sofrimento de pessoas para que a audiência possa aumentara, mas, que consequências isso pode causar?
Um belo exemplo de como o excesso de informações sobre um caso pode ser nocivo, é o “Caso Eloá”, uma menina de 15 anos que foi sequestrada pelo ex-namorado, Lindemberg, de 22 anos. O sequestro foi inteiramente televisionado, o plano da polícia passava pela TV, e a jornalista Sônia Abrão até mesmo entrevistou o sequestrador ao vivo. Como Lindemberg tinha acesso aos canais de televisão naquele momento, ele pôde se esquivar dos planos da polícia, o que culminou com a morte de Eloá.
Uma menina de apenas 15 anos veio a falecer por conta da negligência e descaso dos jornalistas que pararam ao lado da janela para filmar o que ocorria. Muito provavelmente não teriam tanta audiência como tiveram naquele dia, mas, a vida vale menos do que o dinheiro?
Seguidamente vemos casos de violência sendo televisionados, muitas vezes o nome e rosto da vítima são divulgados, mostrando que nem tudo é feito apenas pela informação, mas sim pela audiência e dinheiro.
Quantas vidas mais terão que ser perdidas para que nós possamos entender que informação é diferente de exposição?