Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 07/04/2020
O teatro surgiu na Grécia Antiga no século VI a.C. como manifestação religiosa, e posteriormente, como entretenimento da população. Hoje, o papel dessa arte vem sendo incorporado pelas fontes de informações, uma vez que espetaculizam a violência no Brasil. Diante disso, o interesse midiático forma um fator significativo no entendimento dos males advindos desse imbróglio.
A priori, destaca-se o interesse capitalista da mídia brasileira ao espetaculizar a violência. Isso porque, os meios de comunicações deturpam as notícias a fim de aumentar o interesse do público, e consequentemente, a audiência. Nesse sentido, o filósofo Guy Debord discorria acerca da sociedade do espetáculo, na qual a mídia é irresponsável na medida que o sensacionalismo torna-se mais evidente do que as notícias de maior relevância. Ora, a mídia é hipócrita quando prioriza o capital e abandona o papel de divulgar informações de forma imparcial.
A posteriori, enfatiza-se a indiferença social decorrente da espetacularização da violência pela mídia brasileira. A filósofa alemã Hannah Arendt apregoava sobre a banalidade do mal, na qual as mazelas sociais fizeram-se “normais” para a sociedade. Nesse viés, é evidente a passividade por parte dos cidadãos no que diz respeito à violência no Brasil, já que são expostos cotidianamente à notícias que promovem o show dela. De fato, faz-se necessária a resolução de tal problemática.
Portanto, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública fiscalizar as fontes de informações por meio da criação de um departamento especializado em tal ação, com o intuito de mitigar a espetacularização da violência pela mídia. Ademais, cabe ao Ministério da Justiça, associado ao Ministério da Educação, promover campanhas como a " semana do combate à violência" através das redes sociais e outros meios de comunicações, com o objetivo de diminuir a insensibilidade da população em relação ao tema. Dessa forma, a mídia não exercerá a função que deve ser exclusiva do teatro: a de exibir espetáculos.