Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 20/04/2020
Relativo às consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira, é possível destacar tanto aspectos positivos quanto negativos. Se por um lado, ela alerta o povo brasileiro dos inúmeros riscos que correm, e podem ser evitados; Por outro, seus funcionários são obrigados a arriscarem suas vidas para conseguirem boas imagens de tragédias a serem transmitidas ao público.
Inicialmente, pode-se afirmar que a divulgação da violência por meios midiáticos que ocorre no país faz com que as pessoas tomem mais cuidado ao saírem para as ruas. Tal fato ocorre pois, essas matérias passam a sensação de medo, e de acordo com o “Pai da psicanálise” Freud: nossa relação com o medo também gera a harmonia social, onde há ordem e controle. É portanto inadmissível que a verdade sobre o país seja escondida do público para que o conteúdo se torne mais leve ao telespectador.
Entretanto, algumas empresas de transmissão brasileiras exigem que certos funcionários coloquem suas vidas em risco, explorando locais muito perigosos, em prol de boas imagens ou gravações sobre a matéria. O filme “O Abutre” evidencia essa situação muito bem, uma vez que seu protagonista fica atento durante a noite procurando algum acidente na cidade (muitas vezes locais inapropriados) para registrar no programa de TV onde trabalha. Esses acontecimentos são um enorme desrespeito aos trabalhadores e aos seus direitos de segurança dos cidadãos.
Assim, é possível concluir que os meios de transmissão estão ajudando as pessoas a terem cuidado nas ruas, porém, não se importam muito com a segurança de seus empregados. Assim, cabe ao ministério das comunicações exigir através de pronunciamentos que os programas de TV, rádio e jornalismo não deixem de publicar matérias por estas serem “fortes” ao público, além de pedir que as empresas tenham uma maior preocupação com seus funcionários que precisam sair as ruas, sempre tendo como preferência um acompanhamento por policiais.