Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 08/04/2020

No filme ‘‘Cidade de Deus’’ predomina a forma da violência espetacularizada, o morticínio que vai se tornando feroz a medida que a história avança, termina por anestesiar o espectador, que não se surpreende mais com o que vê na tela. Em comparação à mídia brasileira e as as consequências da espetacularização da mídia, pode-se considerar a apatia com o outro e a crescente de informações errôneas grandes problemáticas atuais. Desse modo medidas devem ser tomadas, para assim combater os feitos dessa prática a população.

A priori, em consequência a alta quantidade de espetacularização da violência, a sociedade tem se tornado apática e enxergando tal fato como normalidade cotidiana. Como dizia Roberto Silva, na música ‘‘Jornal da morte’’, ‘‘só falta alguém espremer essa jornal para sair sangue’’. É inquestionável a colaboração da mídia para esse fato, que em consequência, causa a banalização da morte. Por então assim, o crescimento de uma sociedade apática ao outro e acostumada a ver em cada página um grito, como comenta Roberto Silva em sua música, tem se tornado cotidiano.

Além disso, vale ressaltar que a necessidade da instantaneidade no meio jornalístico é um fator destaque. Contudo segue uma linha perigosa com as notícias errôneas e a falta de liberdade coma vítima, dada por direito na constituição dos direitos humanos, que pode causar alarde. Em outros casos, a instantaneidade pode ser colocada como mecanismo de opressão. Como dizia o filósofo Francês, Pierre Bordie, o que foi criado como mecanismo de democracia e informação não deve ser transformado em mecanismo de opressão. No entanto, pela necessidade de momentaneidade as famílias são questionadas, formando assim a mídia opressiva e apática.

Nesse prisma. conclui-se que para a diminuição da espetacularização da violência na mídia brasileira e o aumento de apática e respeito com a vida nas reportagens medidas precisam ser tomadas. Cabendo assim a intervenção do estado para mudar esse cenário, cabe ao ministério da comunicação conter o excesso e exposição das vítimas em reportagens com revisão de reportagens e respeito pelas famílias com estabelecimento de limites de vídeos que demonstrem extrema violência em canais abertos, para que haja assim o comprimento da liberdade tanto jornalistica como individual e diminuição da banalização da morte. Com tais implementações o problema poderá ser uma mazela passada na história brasileira.