Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 10/04/2020

Na Grécia Antiga, os teatros eram utilizados como a principal forma de entretenimento dos cidadãos gregos. Nestes teatros, diversas peças eram retratadas, podendo variar desde um teor cômico, até encenações de batalhas onde os guerreiros eram levados a se enfrentar até a morte. Atualmente, mesmo que de forma implícita, a dor e o sentimento de perda e luto de outra pessoa ainda é utilizado como forma de passatempo para outras. Em todas as mídias brasileiras, são retratados diariamente casos onde pessoas são assassinadas de forma brutal, e esses acontecimentos juntamente com a resolução são tratados de forma reducionista.

A vida, no presente momento em que vivemos, tem sido algo banalizado, principalmente pelo jornalismo. São vários os casos de crimes brutais retratados de uma forma rasa e fria, transmitindo a mensagem de que aquilo que ocorreu é algo banal. Os acontecimentos são tratados de forma imediata,e,logo em seguida esquecidos para dar espaço a novos casos. Com este sufocamento de ideias somos levados a acreditar cada vez mais que a violência se tornou algo natural.

O alcance da informação sobre os crimes abrange as mais diversas mídias, sendo cada vez mais reduzidos, a ponto de diversas informações serem distorcidas, podendo gerar ainda mais adversidades. Um exemplo disso foi o episódio do assassinato da dona de casa Maria de Jesus, que foi morta por pessoas que confundiram-na com uma mulher que estava em um retrato falado sendo acusada de sequestro de crianças.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao Ministério da Segurança Pública, juntamente com o  Governo Federal, criar medidas que estabeleçam limites sobre as ocorrências que são transmitidas, de forma os jornais compreendam como dosar a hora e o momento certo de determinada notícia ser passada.Dessa forma, a violência e a morte podem ser tratada devidamente como o estado de problema urbano em que se encontram.