Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 11/04/2020

De acordo com o dicionário, o jornalismo é uma atividade eue visa coletar, investigar, analisar e transmitir informações da atualidade, por meio dos veículos de comunicação. Neste campo, o jornalismo sensacionalista tem ganhado notoriedade ao explorar a violência como produto comercial para conquista leitores e, principalmente, patrocinadores. Ocorre que esta prática pode aterrorizar espectadores, bem como incitar comportamentos agressivos naqueles com predisposição psíquica para agir violentamente.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que cada cidadão tem o direito de ler ou assistir o que lhe agradar, já que se vive em uma sociedade democrática. Entretanto, exaltar a violência urbana por meio da mídia pode favorecer o aparecimento de transtornos mentais em indivíduos predispostos geneticamente para tal. Por consequência, aumenta-se a procura por tratamento de ansiedade e pânico, nos serviços públicos de atenção psicossocial, segundo a Sociedade Brasileira de Psiquiatria.

Além de comprometer a saúde mental, espetacularizar a violência também pode banalizar comportamentos agressivos, o que é mais perigoso ainda em se tratando de adolescentes, já que estão formando sua personalidade. Ademais, jovens têm necessidade de pertencer a grupos sociais e, para tanto, acabam imitando comportamentos para se tornarem aceitos pela sociedade. Neste caso, quando a mídia exalta ações de grupos que fazem apologia à violência, alguns adolescentes poderão agir da mesma maneira para serem aceitos pela sociedade.

Diante do exposto, as pessoas devem evitar contato com notícias veiculadas pela imprensa sensacionalista, as quais fazem apologia à violência, para evitar sofrimento e desenvolvimento de transtornos psiquiátricos. Além disso, o Ministério da Saúde deve elaborar, de forma conjunta com o Ministério da Cultura normativa para classificar os programas quanto a sua capacidade de influência psíquica. Estas devem ser exibidas no início da programação para que os responsáveis por adolescentes decidam se são apropriados para seus filhos adolescentes.