Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 14/04/2020
De acordo com a Escola de Frankfurt, o conceito de Indústria Cultural afirma que a mídia, como formadora de opinião, é capaz de gerar um comportamento de massa, ou seja, a população atuando de forma igual e ditada. Sendo assim, a espetacularização da violência pela mídia brasileira acarreta consequências como o estímulo à prática da violência, e a banalidade ao se tratar de morte.
Primeiramente, vale ressaltar a crescente quantidade de filmes, livros, músicas e jogos que abordam a violência como ponto principal. Dessa forma, crianças e adolescentes, que se tornam foco maior das mídias, influenciam-se a realizar atos violentos. Como por exemplo, num colégio de Suzano, no estado de São Paulo, onde dois jovens, vestidos como avatares de jogos, iniciaram um tiroteio.
Outrossim, os quadrinhos e filmes sobre o Batman, personagem criado por Bob Kane e Bill Finger, retratam a vida de um garoto que assistiu ao assassinato dos seus pais que foram vítimas de um assalto. Desse modo, o palco entregue a agressividade nos telejornais, e em outros meios midiáticos, corrobora para a falta de sensibilidade de matar alguém, visto que, exposto diariamente, atribuí-se casualidade ao assunto.
Portanto, diante de comportamentos de massas habituados com atos de violência, prevenções devem ser tomadas. Ademais, o Ministério da Propaganda, e o Ministério da Comunicação, como órgãos responsáveis por essa pauta, devem controlar a circulação de vídeos e imagens que disseminam atos pesados de violência, através da criação de leis com multas de valores altos, a fim de que os meios midiáticos reduzam os holofotes de matérias de cunho violento.