Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 14/04/2020

Segundo a filosofa Hannah Arendt, “a necessidade de comprovar a realidade e de engrandecer a experiência através das fotografias, é uma forma de consumismo estético,a que todos nos entregamos,as sociedades industriais transformam os seus cidadãos em viciados de imagens, trata-se da mais irresistível forma de poluição mental”, ou seja é um retrato da atual sociedade.

Além disso, é notório a espetacularização da mídia sobre a sociedade, no qual a mesma faz proveito do ódio e da ira presente na sociedade, como forma de show a ser assistido pelo público, sendo que o índividuo acaba ficando cada vez mais insensível com os fatos apresentados a ele, segundo a socióloga Susan Sontag.

Entretanto, a banalização e o sensacionalismo, tem sido recursos bastante expressivos por veículos de comunicação e publicidade, para propagar ideias e discursos de ódio, alienando assim grande parte da população.

Sabendo que o ser humano fica cada vez insensível diante os expostos apresentados a ele, vale ressaltar que o jornalismo  e mídias tem por função levar informação a população e promover a criticidade, e não uma forma de marketing para atrais aquelas pessoas a verem aquele programa por causa do seu sensacionalismo, sendo que é um desafio recorrente aos dias atuais, pois nos jornais, canais de comunicação é  visto essa parcialidade da mídia sobre tais aspectos e cenários de grande violência, e a valorização do sensacionalismo, como meio para conseguir atração do público.

Conforme os argumentos supracitados, faz-se necessário que o Governo Federal junto aos Governos Estaduais possam criar leis que proíbam tais espetacularizações e banalizações diante de notícias, pois como citado as notícias tem mais um aspecto sensacionalista e banal,  e as mídias se conscientizarem em levar informações sérias  e sem sensacionalismo,feito isso haverá pessoas mais críticas e com menos discursos de ódio.