Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 14/04/2020
Durante a idade média monarcas puniam em praça pública trangressores da lei. Atualmente, no Brasil tal ação teoricamente não é mais praticada, mas ainda há uma lógica punitivista presente nos valores e costumes sociais. Assim a mídia aproveita tal lógica para legitimar e promover espetáculos sobre à violência.
Comcomitantemente a isso o número de mortes anuais no Brasil é de 50 mil pessoas, em 2018, no Iraque, país que atualmente encontra-se em guerra cívil foi registrado um índice de 20 mil mortes. Logo, para que um país em uma situação normal ultrapasse o número de mortes de um país em guerra cívil, é necessário uma violência exorbitante. Com esse índice, a mídia televisiva e radiofônica têm inumeras notícias bárbaras para transmitir diariamente.
Além disso, o papel mídiático é essencial para a sociedade, mas também um tanto quanto perigoso, afinal, senão houver cautela na transmissão de notícas a repetição de relatos hêdiondos pode causar a banalização da violência. No jornal cidade alerta em um programa ao vivo, recentemente foi informado a uma mãe que sua filha havia sido assassinada. O quão desumana a mídia pode ser para ganhar audiência, e como os espectadores reagem a isso?
Portanto, é dever do poder legislativo criar uma lei que determine em quais horários notícias agressivas devem ser expostas, preferencialmente fora do horário nobre, evitando que crianças tenham acesso, além de impedir que sejam exibidas initerruptamente, para que não se torne comum ligar a televisão e ver uma mãe chorando pela morte de sua filha. O estabelecimento de limites fará a mídia não exercer uma papel de monarca exibindo punições públicas, como no século XVII. Além disso, políticas públicas oferecendo educação, saúde, emprego e moradia devem ser criadas, para que o número de violência oriundo da falta destes seja minimizado. Com tais medidas a sociedade não se acostumará a viver em um país com violência exacerbada e não se tornará refém do medo.