Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 19/04/2020
A segunda metade do século XXI trouxe inúmeras mudanças para o meio econômico, político e social. A produção e divulgação de informações sofreu um aumento vigoroso, assim entra em atuação com mais espaço a mídia. No entanto, com esse acréscimo diversas informações, maior parte de interesse político e econômicos, dão origem à mazelas como a cultura do medo e conduzem a um esteriótipo social de criminoso. Desses forma, a mídia, nos dias de hoje, tem um papel, em muitos casos, de mudanças de hábitos do brasileiro.
A priori, é notório que a população sofre com a violência que está sendo incorporada a sua psiquê. De maneira analóga, o filósofo Émile Durkheim discute o conceito de fato social, no qual os fatos sociais moldam a maneira de agir das pessoas pela influência. Com isso, é possível afirmar que o homem é reflexo do meio em que está inserido, uma vez que ao indivíduo absorver as ideias que são disponíveis pelas vias midiáticas, ele estará consumindo o que é de interesse da empresa. Dessa forma, a violência se propaga pelas mídias todos os dias de segunda a sexta às 12:30.
A posteriore, observam-se as conduções à criação de um esteriótipo social do criminoso brasileiro. Acerca disso, Pierre Bourdieu define o conceito de habitus como um sistema de disposições incorporadas e as formas como o indivíduo observa e reage ao mundo. Com base nisso, os programas televisivos exploram e influenciam de diversas formas a subjetividade do brasileiro, a exemplo do teatro do apresentador quanto ao “vagabundo” que está sendo exibido em rede nacional entre outras atitudes que, visivelmente, fazem parte de um pequeno teatro. Dessarte, o indivíduo observa, absorver e externa tudo o que está sendo divulgado a ele.
Portanto, são necessárias medidas capazes de reduzir essa problemática da espetacularização da violência. Para tanto, o cidadão deve cobrar uma programação com mais apreço a sua saúde psicológico com a utilização dos meios de comunicação ofertadas por essas empresas, a fim de tornar a programação equilibrada e diminuir “as batidas na mesma tecla”. Outrossim, o governo deve desenraizar essa cultura por meio da utilização de campanhas, de cunho social, a fim de tornar o indivíduo mais crítico. Dessa maneira, com tais medidas exitira mais mudanças neste século.