Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 20/04/2020

As mídias sociais tem cada dia mais abordado detalhadamente crimes violentos. Sendo alta a audiência do público, seja daqueles que se sentem curiosos pelo caso, ou dos que se sentem responsáveis para que haja justiça. No entanto, diversos programas que tem como intuito apenas a audiência acabam usando as palavras de forma a propor mudanças no caso, sendo que, em muitas vezes o crime ainda corre em segredo de justiça e nada se concluiu por hora. Com isso, o excesso de informações, acabam resultando em banalização da morte ou em alguns casos, em pessoas que anseiam que se faça justiça a todo custo.

Por conseguinte, quando acontecem crimes violentos e de grande repercussão os jornais e redes sociais atualizam novidades do caso em tempo real. No entanto, a justiça é lenta na apuração dos fatos. Com isso, a mídia, ao usar certos verbos e adjetivos de impacto influencia as pessoas a acreditarem que houve algo que, em muitas vezes, não aconteceu. Outra consequência seria a banalização da morte, com simulações realizadas repetidas vezes, resultando em espectadores mais insensíveis.

Além disso, com o envolvimento da população, essa, acaba por pressionar a justiça a tomar as devidas decisões. Em muitas vezes, de forma antecipada, podendo negligenciar fatos e cometer injustiças, como exemplo o filme “Olhos que condenam”, baseado em uma história real mostra um caso de estupro de uma jovem no Central Park em que foram condenados 7 jovens negros injustamente por conta da espetacularização da mídia e a consequente pressão da população nas autoridades.

Portanto, é necessário que o Governo promova uma central de denúncias de jornais que estão atualizando casos que ainda não foram solucionados, a fim de que a população não pressione a justiça, já que, essa, precisa de um certo tempo para apurar os fatos e tomar medidas. Por fim, o Ministério da Propaganda desenvolva alertas à população dos males da constante visualização de crimes violentos e a importância de se acompanhar jornais de qualidade.