Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 06/05/2020

Por definição, mídia consiste no conjunto de meios de comunicação com o intuito de transmitir informações de modo imparcial e crítico. Contudo, temas de grande importância como a violência, pode ser alvo de uma mídia oposta: sensacionalista e insensível. No contexto atual, a mídia como espetáculo está se tornando um meio crescente que pode resultar em uma sociedade com menos poder crítico e de decisões.

Um dos pontos notórios, é a necessidade de consumo apresentada pela mídia, assim programas de notícias exacerbadas e de impacto tendem a capturar a atenção dos espectadores. Exemplificando, programas como Barra Pesada e Balanço Geral, utilizam-se de temas como a violência em seus diversos âmbitos para despertar a atenção do observador. Entretanto, ainda que transmitam informação, ela é exagerada e em alguns casos banalizadas com intuito de se tornarem consumíveis para os espectadores.

Outro ponto relevante, é como essa divulgação intensificada pode levar consumidores a se tornarem cada vez mais insensíveis e alheios frente às consequências da violência. Assim como retratado no livro O futuro da Humanidade, do autor Augusto Cury, as notícias frequentemente expostas de degradação da condição humana, tornam os espectadores acostumados e consequentemente menos empáticos em relação ao noticiado. Dessa forma, o pensamento crítico frente às mazelas sociais pode dar lugar a um olhar insensível e banalizado das condições de vida da sociedade.

Dessarte, para que uma sociedade crítica e mais humana se estabeleça em relação à exposição midiática é necessário que seja construído o pensamento crítico na sociedade, principalmente por meio da educação. Como citado pelo filósofo Sêneca: “A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida”, desse modo cabe ao Estado garantir uma educação de qualidade e imparcial. Além disso, a divulgação de notícias eticamente construídas e de cunho neutro se faz necessário para uma sociedade mais humanizada e empática.