Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 17/05/2020

Em “No meio do caminho”, o poeta Carlos Drummond de Andrade relacionou as dificuldades de sua trajetória com “pedras”. Analogamente, a pouca divulgação de notícias pertinentes e, do outro lado, enorme ênfase em violência são “pedras” para construção de uma sociedade mais consciente de informações pertinente e menos violenta. Portanto, nota-se que é indubitável a resolução de tais problemas, a fim de amenizar a problemática realidade de violência no Brasil.

Uma reação química não é tal eficaz sem o uso de um catalisador, que a acelera. Nesse sentido, um o Brasil, o qual possui imenso território e enorme diversidade em sua sociedade, precisa que seja repercutido o máximo de informações para todo o território. Entretanto, o posicionamento tomado por diversas empresas midiáticas se volta para difusão de noticias sobre violência. Analisando a retrospectivas das noticias que marcaram o Brasil em 2018, segundo “UOL”, constata-se que a maioria dos meses tiveram noticias de violência como principais no mês respectivo, como a cachina em Fortaleza em janeiro. Ademais, vale ressaltar que a repercussão de um situações caóticas como esta geram mais violência, fortalecendo a máxima de Rousseau “O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe.

Segundo uma pesquisa realizada pela GFK em 2017, o brasileiro fica, em média, 4 a 5 horas na frente da televisão. Logo assim, a frase dita por Steve Jobs, “As pessoas ligam a TV quando querem desligar o cérebro”, atrelada a realidade do brasileiro, que todos os dias vivência e tenta fugir da violência das ruas ao sair do seu trabalho para casa, são agravantes para a problemática da espetacularização da violência pela mídia. Uma pessoa que passa o dia todo em um trabalho necessita de uma gama de informações, seja durante, seja depois do expediente, para se tornar um cidadão consciente dos acontecimentos pertinentes no seu país, como a cura para uma nova doença ou documentários sobre conteúdos cotidianos para desenvolvimento próprio.

Dessa maneira, percebe-se que essas “pedras” são fatores que favorecem a polarização e formação de uma sociedade mais propensa à violência. Logo assim, seria necessário que o Governo, em conjunto com as empresas midiáticas, fizesse pesquisas para o público destas empresas voltadas para saber qual o tipo de noticia mais repercutidas e quais mais gostariam de ver. Ademais, o Poder Legislativo deveria criar leis que obrigassem a mídia brasileira a utilizar uma parte do horário noturno especifico para divulgação de cursos, além de elaborar uma forma de mini documentário sobre alguém reportagem ocorrida no dia voltada para aprendizagem.