Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 26/05/2020

Acorrentamento de um jovem negro, Rio de Janeiro. Linchamento de Fabiane de Jesus, São Paulo. Linchamento de uma dona de casa, Rio de Janeiro. Os trágico acontecimentos listados são resultados dos discursos populistas e midiáticos das mídias brasileiras. Este fenômeno possui como principal causa a concorrência desleal, isto é, em busca de públicos as emissoras vender o sensacionalismo e informações errôneas. Neste contexto, tornam-se evidentes dois fatores de relevância para tal: o aumento da violência, no Brasil bem como, a ruptura gradual do sistema democrático. Com efeito, visando o enfrentamento do problema faz necessário o debate entre poder legislativo e sociedade civil visando garantir os direitos previsto na Constituição Federal de 1988 (C.F.).

A priori, é indubitável o papel das mídias livres em uma democracia. Afinal, a mesma tem o papel de informar, debater e promover o pensamento crítico, garantido pela C.F.. Entretanto, o uso da função conativa -de maneira criminosa- por algumas mídias sociais estão promovendo a insignificação da vida. Sob este viés, observar-se a valorização da justiça com as próprias mãos, como exemplo, o programa “Brasil Urgente” - transmitido pela Rede Bandeirantes de televisão-. Nesse, à população é estimulada a combater a violência -fenômeno estrutural no país-. Logo, segundo Hannah Arendt, o fenômeno descrito é consequência da banalidade do mal.

Ademais, concluímos assim, que o fato questionado acima contribui para o aumento da criminalidade. Pois, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o índice de violência brasileira é crescente - é atualmente já supera a média mundial-. Inclusive, verifica-se ainda, que o Estado brasileiro, na figura do excelentíssimo presidente da república, é negligente. Afinal, além de não garantir o direito à vida e a segurança -descrito no artigo quinto, da C.F.-, encorajar através das suas lives punições dada por uma pessoa ou grupo de pessoas sem cumprimento da lei. Dessa forma, a teoria do filósofo São Tomás de Aquino, sobre uma sociedade democrática é fracionada.

Infere-se, portanto que a manutenção das redes de comunicação é fundamental para preservação das vidas. Desta forma, o poder legislativo nacional, - Câmara dos Deputados- deverão criar o projeto “Mídia Limpa”. Este tem como principal função a criação do órgão “Conselho Nacional dos Meios de Comunicação”, que responsabilizará de conscientizar e multar o sensacionalismo midiático -empresa penalizadas serão advertidas durante a renovação contratual-. Além disso, o Ministério da Educação, juntamente com as Secretarias Estaduais de Educação deverão modificar os currículos escolares, com objetivo de adicionar aulas de letramento cidadã - para toda a educação básica-. Assim, a soberania do país e o artigo quinto da C.F. serão retomados.