Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 02/06/2020
De acordo com o teórico britânico David Harvey, “o encolhimento do mundo”, isso é, o aumento dos vínculos sociais à distância, fomentado pela globalização, estimulou um processo de reconheciento de realidades diferentes em tempo real. Entretanto, a reiteração de práticas violentas, sobretudo retratado nas estruturas midiáticas brasileiras, é de grande nocividade para o país. É possível afirmar que não só o constante contato com atos contundentes, mas também a polarização política do status quo, ambos consolidam consolidam o panorama vigente: um Brasil aceito como violento.
Inicialmente, vale destacar que o contato excessivo com ações de porte ruinoso, torna-se aceitável perante o povo. Conforme a filósofa americana Hannah Arendt, em seu conceito de “banalização do mal”, isso se reifica na assertiva: uma resignação da sociedade. A priori, é de grande necessidade uma relativa intervenção do Estado na mídia, que atenue a constância da retratação da violência no mundo.
Ademais, a disputa política contemporânea pelo poder tem maior ênfase do que a deleteriedade da espetacularização da violência, que coloca esta em segundo plano. Segundo o iluminista contratualista Rosseau, o Estado deve ser governado para o povo e pelo povo, todavia, não é o que se exprime na realidade. A partir desse ponto de vista, fica aparente a inadimplência do país — população e representantes do povo — para com uma diligência em relação ao próprio território nacional.
Destarte, é dever do Estado, no âmbito do MEC, em consonância com instituições de ensino, diminuir a vulgarizaçao do mal por meio de palestras educativas e campanhas publicitárias acerca da postura da mídia brasileira, que aponte defeitos e danos causados pela repetição de conteúdos perniciosos. Além disso, cabe à população se informar por intermédio de conteúdos de portais do governo que mostre o perfil dos gestores públicos, para que os próprios indivíduos se programem para as próximas eleições, isso em detrimentto de uma oposição prejudicial de governablidade. Espera-se, com tudo isso, uma melhoria significativa da estabilidade da nação e, somado a tal, uma maior comoção da violência aliada ao desuso do conteúdo pelos meios de informação — os propulsores de conhecimento mundano.