Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 05/06/2020

No filme “O Silêncio do Pântano”, um escritor, para construir uma história para os seus livros, começa a seguir a corrupção em valência, na Espanha. Nesse contexto, ele começa a cometer vários crimes, como homicídio e sequestro, a fim de moldar a narrativa. Fora das telas, é nítido que a mídia brasileira expõe, cada vez mais, a violência nos seus meios de comunicação para aumentar o número de espectadores, naturalizando esse ato e, assim, aumentado o número de crimes violentos no Brasil.

Em primeira análise, é importante ressaltar que é inegável a influência do poder midiático sobre as massas populares em razão da constante visualização dos brasileiros aos veículos desses. Paralelamente, é isso que o sociólogo Émile Durkheim menciona, ou seja, os indivíduos estão, frequentemente, submetidos a “códigos” – fatos sócias- imperativos e coercitivos imposto pela sociedade. Nessa perspectiva, os cidadãos são modelados pela mídia, influenciados, gradativamente, pelo ponto de vista dela.

Por conseguinte, a apresentação preponderante da violência nos meios de comunicação, bem como a ridicularização e a suavização desse ato se tornaram comum na mídia brasileira, influenciando os cidadãos a esse pensamento. Do ponto de vista da filósofa Hannah Arent, a banalização do mal – uma visão distorcida do mal – naturaliza este e, por isso, a violência, que a mídia banalizou, é tratado como algo comum no Brasil, algo que é simplesmente rotineiro e não errado. Portanto, é notória a responsabilidade dessa instituição diante da sociedade no que se refere à formação do indivíduo, com relação aos valores morais.

Diante do exposto, para mitigar a violência urbana no país é mister que os cidadãos regulem, baseando nos princípios éticos, os meios de comunicação por intermédio da exigência do comprimento do art 21 da CF/88 – que compete à União a responsabilidade de classificar a mídia. Ademais, como é praticamente impossível classificar a mídia de forma geral, cabe ao Ministério da Educação consolidar, por meio de aulas de éticas com professores especializados que demonstrem as altitudes mais corretas em diversas situações, os valores morais dos jovens a fim de que esses não sejam influenciados pela banalização do mal da mídia e, dessa forma, quebrem a naturalização da violência.