Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 08/06/2020
A, dez anos atrás, o “caso Eloá” foi um caso que chamou a atenção das mídias e da sociedade brasileira, e que mostrou a disputa de audiência pelas redes de televisão. Felizmente, essa é a realidade que até hoje muitas presenciam e a mídia faz questão de demonstrar, invadindo a privacidade do cidadão ou interferindo no trabalho da polícia em busca de audiência. Sob esses aspectos, convém analisar as consequências desse impasse como atrapalhar a investigação e invadindo a privacidade dos envolvidos.
Em primeiro plano, evidencia - se que a violência que acontece constantemente no país, contudo, alguns acabam chamando atenção, como o caso de Suzane van Richthofen, que matou os pais em uma mansão em São Paulo, de modo que causou indignidade de muitos. Por isso, chamando atenção da mídia, que por sua vez começou a especular o caso tentando descobrir o que aconteceu para trazer audiência para a emissora, e não respeitando o trabalho da polícia.
Outrossim, a vítima, família e amigos são expostos na tv como forma que comova a população, dessa forma trazendo mais pessoas para ver o programa, e isso é muito disputado entre as emissoras, que muitas vezes não param para pensar como está afetando os parentes ou a dor que eles estão sentindo. Em síntese, mostra a forma que a mídia trata, midia especulam a violência em busca de entretenimento se tornando lamentável essas atitudes.
Portanto, medidas necessárias devem ser tomadas, através do Ministério da justiça, com a finalidade de combater, esse modo que os jornais e programas de TVs fazem, por meio de uma lei que proíba que mostrem foto ou nomes da vítima ou familiares sem a autorização da família e que não possa interferir nas investigações. Dessa forma, mantendo a privacidade do indivíduo e das pessoas ao redor dele.