Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 12/06/2020
A Constituição Federal de 1988 garante aos cidadãos brasileiros o direito à segurança e à informação. Contudo, através da espetacularização da violência à mídia promove à debilidade destes direitos constitucionais. Nesse viés, o problema promove o empoderamento do agressor e a massificação de espectadores.
Primeiramente, cabe destacar que o criminoso sente-se notado na sociedade devido à mídia. Nesse contexto, o documentário “Quem matou Eloá” retrata toda influência midiática negativa sobre o sequestro da jovem, que foi mantida em cárcere privado pelo ex namorado, e após alguns dias brutalmente assassinada. Diante do exposto, quando programas de TV e veículos de comunicação distorcem a realidade do crime, romantizando o caso, a sociedade passa a entender que a culpa do delito é da vítima, e não exclusivamente do autor dos fatos.
Ademais, a difusão de notícias espetacularizadas atinge a massa de espectadores. De acordo com o autor Guy Debord na obra “A Sociedade do Espetáculo” a importância atribuída às notícias está inerte no seu caráter surpreendente. Desse modo, a audiência dos meios de comunicação aumenta com a divulgação de notícias tendenciosas a espetacularização de massas. No entanto, a passividade no papel de espectador é invalida para que ocorram mudanças consideráveis no cenário da violência no país, pois a aceitação do quadro apresentado é mais fácil, do que repudiá-lo.
Portanto, deve haver a conscientização dos meios de comunicação como Tvs, rádios e jornais, a respeito de seu verdadeiro papel social, que é fornecer informações aos espectadores de maneira honesta, tais veículos por meio de notícias sem objetivos sensacionalistas ou espetaculares, devem promover a divulgação de conteúdos coerentes, a fim orientar a sociedade sobre os problemas sociais de maneira produtiva e não espetacularizada. Destarte, a população brasileira obterá informações verossímeis e que respeitem os direitos constitucionais.