Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 13/06/2020

Desde a Segunda Revolução Industrial brasileira, houve a disseminação dos meios de comunicação no território nacional, desde então, é visto que a mídia tem um papel importante na formação da opinião do povo. Porém, os meios de comunicação só informam os indivíduos acerca das notícias, que são convenientes para a indústria de comunicação, ou seja, eles distorcem informações para a proteção do ramo. Além disso, a normalização de banalidades é algo extremamente comum na área, todos os dias, notícias que eram consideradas barbaridades acabam se aclimatando aos olhos da população e isso fomenta a habituação de ideais problemáticos, tais como os casos de estupro frequentes.

Em primeira análise, segundo pesquisas do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, 63% dos brasileiros tem a televisão como seu meio favorito para adquirir a informação, em outras palavras, os aparelhos televisivos estão na vida de mais da metade da população nacional. Dessa forma, é extremamente acessível para o mundo das comunicações, distorcer informações e esconder fatos para a proteção do próprio ramo, sendo uma atitude egoísta e incoerente com a sociedade. Analogamente, entre as consequências ocasionadas, pode-se citar a alienação populacional, em que muitos dos casos, a comunidade é privada de informações cruciais para a formação de uma opinião, além de causar a desinformação nos indivíduos.

Sob um segundo olhar, deve-se ressaltar a normalização das barbaridades pela mídia, afinal, todos os dias são abordados casos funestos para a população e eles são tratados como familiaridades do cotidiano, isso influencia o pensamento da comunidade nacional, na qual aceita valores bárbaros como regulares e habituais. A fim de exemplificação, pode-se citar a habituação dos casos de estupro na sociedade, aonde os indivíduos já estão acostumados com as ocorrências e acham que isso é normal e que não há nada a ser feito para resolver a adversidade. Isso é consoante com o pensamento de Pierre Bordieu, a respeito da violência simbólica, que profere que há medidas que são impostas na sociedade para que aceitemos como normal um conjunto de informações.

Por tal prerrogativa, é de incumbência do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, fiscalizar as principais empresas de disseminação de informação, por meio de inspeções regulares nos conteúdos publicados e com a finalidade de democratizar a informação e reduzir as taxas de alienação entre os indivíduos. Ademais, o Conselho Federal dos Jornalistas, deve informar os profissionais da área a respeito das abordagens pacíficas nas notícias devastadoras, por meio de orientações aos responsáveis, que devem tomar um comportamento mais comovido a respeito do assunto, com o objetivo de evitar a normalização de brutalidades, seguindo os princípios de Bordieu.