Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 22/06/2020

Segundo dados do IBOPE, noticias sobre violência, principalmente extrema, elevam a audiência de telejornais. Tal tema Tem sido enfatizado e ganha cada vez mais espaço. Paralelo nas redes sociais a banalização da vida é travestida de justiça em publicações tendenciosas.

Visto que, sensacionalismo atrai atenção, a mídia tem utilizado indiscriminadamente. Como no casa da Isabela Nardoni, jogada do apartamento supostamente pelo próprio pai, além de preencher praticamente toda programação na cobertura do acontecido, os canais destacaram atitudes erronias, desejo de morte dos acusados e discurso de ódio, dos cidadãos que aguardavam o julgamento.

Igualmente, na web, a desordem também é explorada por meio de “políticas de combate a violência”. Grupos pro liberação de armas de fogo no Brasil, defendem seus interesses embasando-se no descumprimento da lei. Por exemplo, o post de campanha eleitoral (você não esta sozinho) a hasshtag “arma de fogo” camufla apologia ao enfurecimento num contexto de segurança nacional.

Portanto, é necessário reorganizar o modo de transmitir informação, compete as entidades reguladoras dessa categoria, desenvolver e aplicar leis de responsabilidade social, comprometendo-os com a veracidade, assim os mesmo poderia despertar reflexões coletivas estimulando a buscar pela paz, pois são influenciadores potentes. Quanto a internet cabe aos usuários, se certificar em fontes seguras, inclusive nas virtuais, jornais ou revistas para depois compartilhar conteúdos. Dessa maneira, seria possível mudar as estatísticas e a mídia cumpria seu papel social.