Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 04/07/2020

“Sem crueldade não há espetáculo” Friedrich Nietzsche, um filósofo alemão do século XIX, apresentou o enunciado permitindo a percepção de que a problemática persiste há muito tempo dentro da sociedade. No cenário atual, o excesso de exibição de violência na mídia traz consequências perceptíveis, como o crescente número de notícias falsas em redes sociais e a tentativa de justiça feita por cidadãos.

De acordo com a revista Galileu, informações desleais são 70% mais compartilhadas, ademais, atingem um público muito maior e têm uma propagação rápida. Em virtude disso, informes verdadeiros levam seis vezes mais tempo para atingir um público de 1,5 mil pessoas, evidentemente, pode-se provar que matérias sensacionalistas causam mais impacto e se destacam dentre as demais.

A eficiência do Estado voltada à violência é precária no Brasil, em síntese, vendo a falta de justiça e segurança, parte da população age por si só em busca de vingança. Exemplifica-se ao observar uma tentativa de linchamento que causou a morte de um homem em Sorocaba (SP) no ano de 2017, evidenciando a descrença por atitudes relativas do governo.

Conclui-se que para a conscientização da população nacional, o Ministério da Segurança Pública (MSP) deve, com o auxílio de uma verba do governo, administrar sites de notícias e redes sociais com mais eficácia eliminando o máximo de difamações falsas, etc. Na sequência, exigir contribuição de jornais para exibição de menos atos violentos, a fim de que diminua o estimulo e a visualização de ações agressivas.