Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 06/07/2020
Cada vez mais a mídia brasileira usa os crimes presentes na sociedade como uma forma de entretenimento a ser assistido pelo público. A disseminação destas notícias ruins acabam tornando as pessoas gradualmente mais insensíveis. A concorrência entre as emissoras para dar uma notícia em primeira mão, sem o estudo necessário, pode ser o motivo de informações errôneas.
Primeiramente, a mídia usa das infrações da lei como roubos e assassinatos como uma forma de engajamento. Isso, claramente, é o que mais gera audiência, por provocar um grande impacto ao telespectador. Um exemplo disso é o Jornal Nacional da emissora globo, onde normalmente mostram indivíduos sendo presos por terem cometido algum delito, expondo ao público armas, brigas e mortes. Essas reportagens causam efeitos negativos na sociedade.
A disputa entre telejornais para dar uma notícia em primeira mão faz com que, muitas vezes, os repórteres acabam não se aprofundando o suficiente no assunto como deveriam. Ocasionando em uma reportagem superficial ou com erros sobre o tema abordado. Pode-se ver isso em uma reportagem da emissora globo, onde a repórter Patrícia Falcoski confundiu a morte de um paciente de AVC com o novo coronavírus (COVID-19).
Conclui-se então pelos argumentos expostos que a espetacularização feita pela mídia brasileira é uma forma de chamar uma maior atenção do público. No entanto, se tais notícias não forem passadas da maneira correta podem gerar graves consequências à sociedade.