Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 25/06/2020

Notavelmente a alta exposição da mídia traz danos à sociedade contemporânea, isto porque, infelizmente não há um controle e gerência para tal. Além do sensacionalismo evidente em diversas matérias, a mídia transforma tragédias em espetáculos.

Em agosto de 2008, por exemplo, Eloá Cristina foi mantida em cárcere privado por seu ex-namorado possessivo, e durante o mesmo participou de uma entrevista ao Rede TV, gerando a maior audiência do programa, ao vivo junto a seu sequestrador. Isto é sem dúvidas uma atitude irresponsável, pois além de expor a vítima, a colocou em perigo. Que ao fim do sequestro foi morta por seu ex.

Além do mais, em um caso recente no Rio de Janeiro, por exemplo, o sequestro de um ônibus,  todas as informações divulgadas pelas vítimas eram automaticamente expostas pela mídia, ademais, o sequestrador teve acesso às notícias, inclusive a informação confidencial que havia um atirador de elite no local, podendo desta forma contribuir para um fim trágico às vítimas do sequestro.

É inegável que a postura dos meios midiáticos é insensata quanto trata-se da divulgação de matérias onde há possíveis vítimas, visto que buscam expor ao extremo, o que é geralmente almejado por sequestradores, agressores e desajuizados. Portanto, é imprescindível que leis sejam criadas, pois dessa maneira existiria um regulamento que impedisse a  de espetacularização tragédias que não deveriam ser expostas. Além da atribuição de multas àqueles que intervirem em casos de sequestro, ou que envolvam o risco de morte da vítima, através da mídia, ou seja, entrevistas ou divulgação de dados cruciais.