Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 05/07/2020

Em circunstância dos últimos anos, é visível que a violência descontrolada dentro do Brasil, infelizmente, só aumenta. De acordo com uma pesquisa da Organização mundial da saúde, o Brasil ocupa o décimo lugar de países que mais matam com arma de fogo, mostrando um excesso de hostilidade. Em suma, os meios de locução banalizam a violência, como se isso fosse um espetáculo a ser assistido.

Essa forma que a mídia encontra de mostrar a violência como algo normal, é visto facilmente em progamas policiais como: Polícia 24h da tv bandeirantes. Esse tipo de seriado expõe armas, apreensão de drogas, aprisionamento de indivíduos que geraram um mal à sociedade e algumas vezes até mortes. Dentro da sociedade, isso surti efeitos negativos, pois tende a virar algo simples do dia-a-dia, tornando a agressividade um show para o público.

Em síntese, apresentam-se dados que mostram que cerca de 50 mil pessoas são assassinadas no Brasil anualmente, segundo o estudioso Laurindo Leal Filho. Tais dados, após serem captados pela mídia, são potencializados e chegam ao público. De tal maneira, isso gera a banalização da violência, pois os cidadãos que vivem nesse cenário todos os dias, acabam se adaptando a esse meio caótico, tornando a abitrariedade uma situação comum.

Em virtude dos argumentos apresentados, é nítido que a espetacularização da violência por parte da mídia brasileira é um mal que deve ser superado. Para isso, seria fundamental leis por parte do poder legislativo, que penalizassem empresas e jornais que apelem ao sensacionalismo jornalístico, ao passo que se o mesmo ferisse a dignidade e moral dos envolvidos em questão, desta forma, o intuito dessas sanções seria a construção de um jornalismo límpido e transparente que não fizesse a hostilidade se parecer com um circo, mas sim, com a real face que ela possui.