Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 27/06/2020
A imprensa tem com principal papel a transmição de informação e a cobertura dos acontecimentos para o público, mostrar os fatos atuais como política, novas descobertas, estatísticas e violência é de suma importância para que a população não fique alienada e assim tenha consciência sobre a sociedade em que vide e quais os problemas que ela enfrenta.
Porém alguns setores da mídia distorcem informações, exagerando alguns fatos, mudando histórias e muitas vezes apelando para o lado do sentimento, como a tristeza, o medo e a preocupação para conseguir nada mais nada menos do que é o que eles mais precisam, a audiência. Prender o público apelando para o sensacionalismo tem sido a tática de varias áreas da mídia Brasileira, o sensacionalismo transgride radicalmente com os ideais de neutralidade da imprensa.
As técnicas sensacionalistas valem-se da exploração e manipulação intensa e deliberada das emoções primárias (sensações) do leitor, do ouvinte ou do telespectador, em geral induzindo baixo nível de reflexão crítica ou intelectiva a respeito dos fenômenos (“fatos”) reportados, um dos campos onde isso mais acontece é na cobertura da violênca, muitas vezes despertando sentimentos tão exagerados quanto a maneira que a notícia foi apresentada.
Um dos problemas relacionados à manipulação intencional das emoções do público, promovida pelo jornalismo sensacionalista, reside na circunstância de que nem sempre se sabe como o “público em geral” e como cada uma das pessoas individualmente atingidas reagirão a tais estímulos sensoriais hiper-intensos, pessoas com um psicológico mais frágil podem ser mais atingidas e desenvolverem alguns transtornos, outras pessoas ja acabam banalizando todos os de violência.
A solução pra esse problema estaria na consciência da mídia e no compromisso com os fatos e a realidade que a m´dia e que o país tem, em termos governantes e uma imprensa que realmente se preocupe em trazer um estado de bem estar social, mudando a maneira de abordagem.