Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 27/06/2020

No conceito de Indústria Cultural e comportamento em massa, Theodor Adorno diz que passamos a agir de acordo com o que a mídia nos dita. Isso se vê analogamente com o problema da espetacularização da violência produzidas pelos veículos de comunicações no Brasil. Tal prática proporciona efeitos prejudiciais como a formação de opiniões e conclusões radicais, além de ampliar o espírito agressivo e insensível para com o outro. Por via, faz se mister a discussão e soluções para o problema em questão.

Na teoria do Habitus de Pierre Bourdieu, diz-se que a sociedade possui comportamentos que são impostos, naturalizados e posteriormente reproduzidos pelos indivíduos. Daí, conclui-se que as ferramentas de comunicação, um vez vistas como aparelhos ideológicos, são responsáveis por influenciar o espectador e este a reproduzir o que lhe foi compelido, o que acontece com cenas de violência e conteúdos agressivos.

Outro fator existente, é o repassar conteúdos de forma a sensacionalizar o ato ou objeto, o que agrava a insensibilidade e a agressividade do receptor. Assim como disse o sociólogo Jessé Souza:“No Brasil, há a naturalização da miséria e do sofrimento alheio”. Isso se torna mais amplo após presenciar a violência de forma espetacularizada, que torna o ouvinte ou observador menos empático e mais cruel em relação ao outro.

Em virtude dos fatos mencionados, o Ministério da Propaganda deverá por meio de alertas manifestar conteúdos que alertem os usuários de mídia para que se tornem atentos e críticos com o que lhes é passado. Ainda cima, o Ministério da Comunicação irá reformar um Marco Regulatório a fim de estabelecer limites para a veiculação de imagens e vídeos de violência extrema em programas livres. Tais medidas se mostram eficientes para mitigar a problemática tratada.