Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 03/07/2020
O professor de comunicação da USP, Laurindo Leal Filho, prestou a seguinte informação: a condição moral das pessoas tem sido banalizada. Primeiramente, é preciso considerar que sua colocação tem como referência, o estimulo da violência dado pela mídia e a lentidão da justiça.
Evidente que os meios de comunicação em massa, como televisão, jornal e outros, tem a obrigação legal de elevar o patamar civilizatório da sociedade, neste caso não espetaculizando a violência. A forma como a imprensa retrata os casos pode influenciar atitudes de apoio ao ódio. A justiça pelas próprias mãos tem sido muito potencializada, e destacada pela mídia, o que é ainda mais assustador quando aguçada por informações sem fundamento. A imprensa gera inquietação e insegurança com discursos distorcidos, influenciando negativamente a população e contribuindo para pré julgamentos.
Não só a mídia, mas a justiça também contribui com altos índices de violência. Nesse sentido, a população não deve agir por instinto, mas deve clamar que o estado cumpra sua função, adequadamente. As leis devem deixar de existir somente no papel e existir na prática também. A baixa resolução de crimes e a lentidão da justiça, causam sensação de impunidade, o que consequentemente faz as pessoas dispararem para a violência.
Desse modo, o ministério público federal, deve fiscalizar e garantir que sejam colocadas em prática, as leis já existentes que repudiam a violência, leis de homicídio, maria da penha, não tolerância ao preconceito e discriminação etc. Também deve garantir a devida punição aqueles que descumprirem a ordem. Ademais, a mídia deve reconstruir suas matérias, potencializando o bem e não banalizando a vida, como vem fazendo rotineiramente.