Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 10/07/2020
No filme “Mulher-Maravilha”, a jovem, Diana, luta contra seus inimigos para destruir o mal entre os humanos e assim trazer paz à sociedade. Esse exemplo da temática de violência, explorada pela mídia, tanto na arte cinematográfica como no dia a dia, exalta a espetacularização das agressões. Porém, destaca-se as consequências desse excesso de comando de informações pelos meios de comunicação, como a dominação cultural e, também, a influencia comportamental.
Primeiramente, observa-se, com frequência, produtos vinculados à personagem Diana, seja por roupas, por outdoors e até por utensílios domésticos. Por trás disso, percebe-se a manipulação midiática, exaltando o ato heroico, conquistado mediante violência, como uma mercadoria associada a de “bem”. Dessa forma, a ideologia da mídia controla o mercado consumidor e domina as tradições sociais, como observado na teoria de Theodor Adorno e Max Horkheimer, de indústria cultural, que confirma a arte como mercadoria de dominação capitalista.
Ademais, ações heroicas da princesa amazona refletem também na realidade social, visto que a jovem usa o “laço da verdade”, que consiste em amarrar a vítima para descobrir segredos. Fora das telas, esse meio de violência é difundido também como tortura. Assim como esses atos, há vários tipos de agressões divulgadas que influenciam os indivíduos socialmente. Tudo isso apenas ratifica o poder de dominação das ideias impostas aos consumidores. Com isso, os detentores de poder midiático podem persuadir diversos assuntos, inclusive interferir na democracia de um país, como observado na teoria de “fato social”, de Émile Durkheim, que comprova a capacidade que as ideologias têm de manipular pessoas.
Portanto, é necessário um controle, por meio do governo, para estimular o senso crítico social, e assim acabar com as influências tanto cultural como comportamental. Para isso ocorrer, o Ministério da Educação deve criar políticas públicas de conscientização crítica, ensinando filosofia, por meio de palestras e propagandas televisivas, para tornar pessoas indagativas.