Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 14/07/2020
No Brasil e no mundo, o jornalismo vem perdendo sua força. Portanto, jornalistas, desesperados por audiência, buscam técnicas para prender a atenção do público. Uma das mais conhecidas é a espetacularização da violência. Por mais que a técnica seja eficiente, é antiética e acarreta em consequências, como: medo generalizado, ódio crescente, direitos de privacidade básicos violados e polarização política da população.
A mídia está perdendo público e os motivos são claros: a falta de interesse da população jovem nos noticiários e a recente descredibilização da mídia. Com tantas novas áreas, como músicas e filmes, os noticiários vem perdendo a atenção da população juvenil por serem considerados chatos e/ou repetitivos. Já a descredibilização ocorre por parte dos políticos, que caluniam e difamam a reputação da base jornalística.
Com a perca de interesse e respeito da população, as técnicas, para fixar os espectadores e leitores que ficaram, tendem a ser tornar cada vez mais escrachadas, exemplo disso são: mostrar cenas de luto, filmagens de cadáveres e dar a opinião do apresentador, geralmente clichê e violenta, sobre isso. As consequências são graves, tudo aquilo tende a gerar uma cultura do medo e ódio na comunidade.
A mídia poderia ser responsabilizada, pelo poder público, ao utilizar de técnicas baixas e torpes como essa. O Estado deveria retirar os materiais sensacionalistas do ar e obrigar as mídias a se retratarem em público. Além do mais, a população tem que assumir sua parcela de culpa nisso. Deveríamos organizar a um boicote à redes de televisão, editoras ou programas que vendem a violência e a dor de outras pessoas.