Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 13/07/2020
Os coliseus, anfiteatros romanos do século I, utilizavam-se da violência e da tragédia como meio de entretenimento. Passados mais de 2 milênios, as mídias brasileiras, principalmente a jornalística, ainda fazem uso de meios tão ultrapassados e cruéis. De tal maneira que, o excesso desse tipo notícias e o exagero na forma com que são feitas romantizem violência, contribuindo para que a sociedade se torne cada vez mais agressiva. Assim, mostra-se necessário uma solução estatal.
Em primeiro lugar, é de suma importância salientar que, o grande número de notícias violentas na mídia moldam o indivíduo. Pois, segundo o pensamento de Émile Durkheim, a sociedade tem total influência na formação do cidadão. Desse modo, quem está inserido em um mundo que vende violência acaba por se tornar violento, o que desemboca em um expressivo aumento na criminalidade. Para isso, cabe ao governo a tomada de medidas que solucionem esse fato.
Em segundo lugar, é valido ressaltar o perigo do exagero ao contar fatos com a finalidade torna-los mais atrativos. Por conta disso, o problema da banalização da violência se torna cada vez mais evidente. Pois, as notícias acabam sendo feitas com o papel de circular o máximo possível, e não de informar. Ademais, de acordo com o pensamento de George Orwell, em que a mídia controla as massas, a distorção das informações desemboca em uma população que é facilmente manipulada. Sendo plausível uma solução governamental.
Portanto, é dever do governo, junto ao Ministério da Propaganda, criar meios de reduzir a circulação de notícias que tratem a violência como algo normal, a fim de reduzir sua romantização. Como também, cabe ao governo, juntamente ao MCTI, criar selos que validem os sites que levam informações verdadeiras, a fim de diminuir a quantidade de notícias exageradas e distorcidas. Dessa maneira, a violência passará a ser tratada como um problema sério, e não como algo cotidiano.