Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 18/07/2020
Durante o período nazi-fascista do século XX, a mídia desempenhou um importante e preocupante papel persuasivo no pensamento da população. De modo símile, hodiernamente, é notório a influencia midiática na banalização da violência brasileira como resultado da formação de uma sociedade espetaculizada e do sensacionalismo pelos meios informativos.
Consoante ao pensamento da filosofa alemã, Hannah Arendt, não há nenhuma razão transcendental ou fantasmagórica que resulte em violência. Isso se trata,na verdade,de seres humanos capazes de realizar atrocidades sem qualquer intenção maligna, influenciados apenas por circunstâncias a quais têm contato. Convém lembrar ainda, que na era pós modernidade, as mídias estão cada vez mais frequentes no cotidiano dos indivíduos, sendo consideradas por muitos estudiosos como o grupo primário, juntamente com a família, no processo de socialização pessoal. Destarte, é tácito que a impressa tem uma parcela de influência na construção dessa realidade.
Outrossim,o sensacionalismo e a inconsistência na transmissão de informações resultam no que o pensador francês Guy Debord denominou sociedade do espetáculo.Uma vez que as notícias relacionadas à violência costumam apresentar detalhamentos dispensáveis,que demonstram a facilidade e impunidade daqueles que comentem atos ímpetos,e por consequência funda-se a sociedade como plateia de uma realidade espetacularizada, na qual não se deve tentar mudar.
Diante da espetacularização da violência pela mídia em questão, faz-se necessário uma parceria entre todos os canais de informação da televisão, tanto aberta bem como por assinatura, em prol da construção de informações críveis de maneira à evitar a alienação populacional, por meio da implantação de equipes especializadas em apurar fatos. Ademais, a transparência e imparcialidade das equipes também deve ser considerada, posto que disseminação de informação tendenciosa pode distorce fatos. Desta maneira, o jornalismo-espetáculo não provocará uma nova persuasão populacional como no século passado.