Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 18/08/2020
O jornalismo é uma esfera pública que coleta, investiga e analisa informações para a produção e distribuição de relatórios sobre algum evento, fato, e pessoas que são notícia as quais afetam a sociedade de alguma forma. Porém a busca pela audiência vem trazendo diversas críticas devido a imprensa querer fatos em primeira mão sem fazer uma apuração adequada.
A mídia alcança um grande público, e a superexposição da violência acaba se tornando um problema. A forma que é mostrada as informações acaba banalizando as condições morais das pessoas. Um exemplo é o programa “Polícia 24h”, mostrando em primeira mão o processo, expondo ao público o mal que foi causado a sociedade, exibindo armas, brigas e mortes.
No caso do Brasil, vive-se hoje um “estado de violência”, segundo o “Monitor da Violência” que é uma parceria do G1 com o núcleo de estudos da violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança pública, o crescimento foi de quase 8% em janeiro e fevereiro de 2020 comparando com o mesmo período do ano anterior.
De acordo com o pensador Theodor Adorno as mídias acabam nos passando algumas maneiras de ser e agir que vão configurar como um comportamento de massa, que se diz respeito a indústria cultural. Logo se as reportagens mostram um senário de violência, guerra e medo a sociedade irá acreditar, já que a violência se tornou algo banal.
Diante disso os profissionais de atividades jornalísticas devem ter consciência sobre as informações e imagens mostradas ao público, de acordo com o filósofo francês Guy Debord diz que o espetáculo é como um show, ou seja, quando espetaculariza a violência, estamos fazendo dela um show, uma diversão a ser assistida e amestrada. E o estado deve cumprir seu papel com a sociedade para que os mesmos não façam justiça com as próprias mãos.