Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 19/08/2020

A naturalização da violência começa desde cedo e pode-se confirmar assistindo um desenho como Tom e Jerry. Onde um rato e um gato se agridem a cada episódio. Mais tarde, evolui para as telas de computadores assim como celulares, até mesmo constando em jornais como manchete. Uma naturalização que resulta em crianças, adolescentes e adultos com indiferença a tais atos ou de mesmo comportamento. Enquanto uns recebem influência emocional, outros revoltam-se pelos acontecimento, gerando grande estresse. A exaltação da violência, apesar de abafada por muitos, é um dos grandes problemas da modernidade, prejudicando nossos futuros cidadãos e os influenciando a tal.

As causas da continua violência demandem longa discussão, o sociólogo Émile Durkheim à descrevia como sintoma de funcionamento ineficiente das instituições sociais, ou falha nos processos de socialização das pessoas. Portanto, sua naturalização se deve, antes mesmo de ser difundida pela mídia, a uma escassez de eficiência da lei. O Brasil se destaca negativamente, pois a quantidade de incidentes relacionados a jovens de 15 a 24 anos, vítimas de mortes violentas, chega a 100 vezes mais do que em países com condições sócio-econômicas parecidas às do Brasil.

Nos Estados Unidos, com o maior número de aparelhos por pessoa, Surgeon General afirmava em 1972 “A violência na televisão realmente tem efeitos adversos em certos membros da nossa sociedade”. Com a participação do Dr. Draúzio Varella, a literatura médica já realizou mais de 160 estudos de campo relacionados ao tema. Em conclusão, o Doutor relata “Absolutamente todos demonstraram a existência de relações claras entre a exposição de crianças à violência exibida pela mídia e o desenvolvimento de comportamento agressivo”.

Tendo como base os argumentos citados e seus respectivos dados fornecidos por especialistas, conclui-se a necessidade de uma faixa etária mais rígida que atue tanto em jogos e programas quanto em notícias, sejam elas no jornal ou transmitidas por rádio e TV. Um regulamento para a divulgação de notícias mais sensíveis para o público, como não expor cenas de violência nítida mesmo para o público adulto bem como um posicionamento emocional pela parte de quem as divulga de forma que se assimile remorso. Evitando desta forma uma interpretação negativa do espectador, que não levará tais atos como exemplo.