Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 18/08/2020

Atualmente, a mídia brasileira tem apresentado diversos casos de violência, de todos os tipos, verbal, física, ainda mais se tratando de um isolamento social e uma pandemia. O alto índice de violência que atinge a sociedade, especialmente a minoria, preocupa as grandes cidades brasileiras, problemática que é evidenciada pelo Atlas da Violência. A Cultura do Medo é, a qual o pânico é explorado de forma sensacionalista por diversos setores e veículos de comunicação em massa.

À partida, é imperioso apontar que a expansão de atos violentos é influenciada pelas contradições na raiz do desenvolvimento urbano. Nessa lógica, a criminalização que parte da sociedade e o Estado fazem diante as minorias contribui bastante nesse cenário, visto que os direitos dessa população não são garantidos de forma correta, dando espaços para serem vítimas de violência. Seguindo essa ideia,  as políticas públicas que garantem a segurança, principalmente o Sistema Penitenciário, não estão agindo de maneira correta diante os casos de mortes violentas nas configurações sociais, fazendo com que haja mais índices, dando ênfase entre os negros, LGBTs e mulheres.

Similarmente, deve-se pontuar que o incremento da Cultura do Medo é a principal consequência dessa problemática. Sendo assim, a dramatização, espetacularização e as variadas notícias que a mídia faz diante os casos de violência na sociedade, unidas as ideias parciais dos mais afetados, sustenta o pensamento de que o meio social não é um local propício a eles, levando-os a terem medo. De 2007 à 2017, a taxa de homicídio de negros cresceu 33,1% e a taxa entre os não negros cresceu 3,3%, isso eleva o peso da desigualdade social em uma comunidade. Logo, torna-se inevitável a tomada de medidas que mudem essa problemática.

Conclui-se, por conseguinte, que a má atuação das políticas públicas em sustentar a segurança da população é uma das causas do aumento da violência. Portanto, é inadiável a necessidade do Estado, que é responsável por garantir os direitos dos cidadãos, em parceria com o Sistema Executivo – orgão estatal que executa as leis existentes na União - deverão criar um novo ministério que garanta a proteção das pessoas expostas à casos de mortes violentas, destacando as minorias, como LGBTs, negros e as mulheres. Isso será feito através de deliberações no Senado, e por meio da inclusão de novas leis aplicáveis e com sanções adequadas. Dessa forma, esse obstáculo na sociedade será resolvida e a Cultura do Medo não irá existir.