Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 22/08/2020

A mídia, apesar de ser importante na transmissão de informações como, por exemplo, no caso do coronavírus, às vezes se importa mais com a audiência de um programa do que com as consequências que as notícias podem ter na sociedade. Sendo assim, é importante adotar medidas que acabem, ou atenuem, essas atitudes.

Por certo, neste ano,2020, um caso teve repercussão na internet. No programa “Cidade Alerta” da emissora de televisão Rede Record, o apresentador noticiou, ao vivo, para uma mãe o assassinato de sua filha e, desse modo, a mulher passou mal e teve que ser amparada. Esse fato ilustra um dos vários casos de espetacularização da violência pela mídia brasileira, na qual a vontade a atrair o público se torna mais importante que os desdobramentos das ações.

Contudo, a situação está longe de ser resolvida. Já que, essa forma de atrair o público funciona, causando repercussão nas redes sociais e, consequentemente, o aumento de visualizações nos programas de televisão, como foi noticiado no site www.observatoriotv.uol.com.br. Porém, essas atitudes podem significar o fim de uma vida, como é o caso de uma mulher linchada  no Guarujá, em 5 de maio de 2014, por causa de um boato de que praticava magia negra com crianças.

Medidas, portanto, são necessárias para resolver o impasse. Em um primeiro plano, o Ministério das Comunicações (MCom), em parceria com as universidades, pode ajudar nisso, oferecendo treinamento online e prêmios para alunos de computação que criarem aplicativos capazes de identificar “fake news” de forma mais rápida, para que as devidas medidas sejam tomadas a tempo. Além disso, o Congresso Nacional deve votar uma lei que puna, atráves de multas, os indivíduos identificados por esses aplicativos, a fim de diminuir o número de notícias falsas vinculadas nos meios de comunicação.