Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 27/08/2020

A mídia, apesar de ser importante na transmissão de informações como, por exemplo, no caso do coronavírus, às vezes se importa mais com a audiência de um programa, através da espetacularização da violência, do que com as consequências que essas atitudes podem ter na sociedade.Sendo assim, é importante adotar medidas que acabem,ou atenuem, esse costume.

Por certo,neste ano,2020, um caso teve repercussão na internet. No programa “Cidade Alerta” da emissora de televisao “Rede Record”, o apresentador noticiou, ao vivo, para uma mãe o assassinato de sua filha e, por conseguinte, a mulher passou mal e teve que ser amparada. Esse fato ilustra um dos vários casos de espetacularização da violência pela imprensa, na qual a vontade de atrair o público se torna mais importante que os desdobramentos das ações.

Outrossim, em 2015, um reporter do programa “Tolerância Zero”, sem averiguar a real situação e pensando apenas no imediatismo, tentou entrevistar um homem que já estava morto,sem se importar com o sentimento dos familiares que veriam aquela reportagem.Por isso, fica evidente os efeitos que essas notícias podem trazer para os indivíduos envolvidos.

Destarte, medidas são necessárias para resolver o impasse.Em um primeiro plano, o Congreso Nacional pode ajudar nisso, com a criação de uma lei que proíba e puna, através de multas, os meios de comunicações que usarem desse artifício para aumentar o ibope dos programas.Além disso, o Ministério das Comunicações, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, deve criar, no próprio site, um portal na qual as pessoas possam denunciar esse tipo de reportagem, para uma rápida punição.