Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 09/09/2020
Iniciada na segunda metade do século XX, a Terceira Revolução Industrial ficou conhecida pelo advento tecnológico e informacional. No entanto, apesar de ter auxiliado em diversos aspectos na contemporaneidade, seu uso intenso pela mídia brasileira acabou por trazer uma espetacularização dos acontecimentos, como a violência. Sob essa perspectiva, é válido averiguar como a negligência do Poder Público e indiferença populacional interfere diretamente no imbróglio.
Em primeiro plano, cabe avaliar a omissão estatal como fator corroborante da problemática. Segundo os filósofos da “Escola de Frankfurt”, Adorno e Horkheimer, os produtos da indústria cultural de massa levam inevitavelmente à alienação porque não induzem o homem a se situar na realidade socioeconômica. Diante disso, infere-se que o Estado mostra-se displicente quanto a filtragem de conteúdos sensacionalistas gerados pelos meios comunicativos. Assim, os impasses cotidianos, maximizados pela mídia, tornaram-se um alicerce lucrativo para o capitalismo.
Ademais, é indispensável salientar a passividade da população como catalisador do empecilho. De acordo com a crítica envolvida no livro “Sociedade do espetáculo”, do escritor francês Guy Debord, o espetáculo seria o conjunto de relações sociais mediadas pelas imagens. Nesse sentido, depreende-se o uso imagético desproporcional e excessivo da violência como atrativo. Dessa forma, o corpo social é acometido e influenciado com os eventos propagados erroneamente, que fomentam certo pânico nos indivíduos.
Portanto, indubitavelmente, é preciso que a espetacularização da violência pela mídia brasileira seja erradicada. Para tanto, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, como viabilizador da propagação informacional no país, elaborar um projeto austero que filtre integralmente as notícias difundidas pelo país, por intermédio de uma reforma legislativa e campanhas lúdicas nas redes sociais. Tudo isso deve ocorrer com o fito de orientar e proteger a população dos alardes midiáticos. Dessa maneira, ter-se-á uma nação verdadeiramente beneficiada pelo advento da Terceira Revolução Industrial.