Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 06/09/2020

Durante o período da Segunda Guerra Mundial, os cinegrafistas de guerra, arriscavam suas vidas para registrarem os piores desastres do inferno da guerra, capturando com suas câmeras mortes, destruição e miséria, para mostrar à humanidade o que o ser humano, o animal mais perverso, é capaz de fazer. Enquanto que dias atuais, desastres e fatalidades são registrados pela mídias com pressuposto lucrativo em consequência do aumento na audiência nos seus meios de comunicação.

Segundo o GPI de 2020, o Brasil é um dos países mais violentos da América Latina fazendo com que as mídias com seu grande alcance de público, especificamente as de reportagem policial, tenham demasiado conteúdo para publicação e transmissão,  desencadeando em um pré-conceito de estrangeiros ou cidadãos de determinadas regiões pela preocupação de ser um país ou uma região violenta, dificultando a entrada de capital externo pelo turismo.

Assim sendo também segundo o GPI de 2020, o índice de pacificidade no Brasil caiu no biênio 2019/2020, a super espetacularização da violência nas manchetes de programas policiais causa uma marginalização de determinadas regiões gerando uma desconfiança da iniciativa privada em empreender em áreas periféricas apresentadas como excessivamente violentas,  pois o mercado local e regional são levados em conta nas decisões de novos empreendimentos, dificultando também o turismo econômico e atrasando o desenvolvimento da economia, mas trazendo altos lucros para esses canais de mídia.

Portanto, para voltar o crescimento econômico, cabe ao Ministério das Comunicações, órgão responsável pela gestão de mídia brasileira, criarem um projeto de maior transparência dos dados sobre a violência por meio da dissipação de estatísticas para os grupos empresariais sentirem mais confiantes em empreender trazendo a movimentação do mercado, para que as mídias policiais consigam mostrar para a sociedade problemas endêmicos no desenvolvimento humano.