Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 15/09/2020

Com o processo de globalização intensificado no Brasil no ano de 1970, as disparidades de informações tornaram-se cada vez mais corriqueiras. Com isso, a busca por um público maior e por programas que atraem os espectadores aumentaram. Por conseguinte, os impasses relacionados a pressão midiática tornou-se uma problemática. Contudo, devido a grande influência das redes no processo integrador fez com que diminuísse as distâncias entre as áreas profissionais. Dessa forma, a mídia pode ser negativa quando esta vangloria a violência ou aproveita deste fato para elevar sua audiência. Como também, pode acarretar uma série de problemas, como o encorajamento do próprio agressor na realização do ato de aspereza e no aumento dos distúrbios psicológicos.

Em primeiro plano, programas como Cidade Alerta, reproduzido pela rede televisiva Record, tem por sua maioria, uma abordagem de notícias que retratam a agressão inclusive em horários acessíveis à todo público. Porém, ao mesmo tempo que discorre sobre a ocorrência das atrocidades no cotidiano, tem por objetivo aumentar sua audiência a cada dia, já que notícias sobre brutalidade, principalmente nos grande centros urbanos, são alvos de interesse de muitos dos telespectadores, pois essas informações geram um interesse da população devido ao elevado nível  de comoção que estas abordagens proporcionam.

Em segundo plano, um acontecimento que ratifica a interferência midiática é o caso da jovem Eloá, uma menina que foi assassinada pelo próprio namorado, o caso repercutiu por todo o país, pelo fato da mídia ter transmitido ao vivo todo o caos da menina aprisionada em seu apartamento, foi um evento que confirmou que a interferência midiática em outras áreas profissionais são extremamente arriscadas, já que esta ajudou a encorajar o assassino Lidemberg, por este imaginar que estava no controle de toda a situação. Além disso, esse episódio gerou uma série de problemas psíquicos nos espectadores, principalmente pelo fato da reportagem ter passado em um horário acessível a todas as faixas etárias.

Portanto, a influência midiática é um ponto negativo quando esta interfere na realização do trabalho de outros setores e também quando esta vislumbra apenas de uma abordagem violenta. Com isso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve promover campanhas explicativas, por meio de palestras abordando sobre até que ponto a interferência midiática é necessária, com a finalidade de promover uma redução nos casos de agressão e desdobramentos negativos desta intervenção demasiada.