Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 15/09/2020
O Brasil é um país com alto índice de violência e cada vez mais os veículos de mídias em massa vem expondo esses acontecimentos, mostrando casos de homicídios, roubo, tráfico e sequestro. A exploração desses atos, como forma de atrair mais expetadores pode ter um efeito tanto positivo quanto negativo na sociedade.
Os jornais televisionados e impressos, mídias sociais e redes de comunicação são lugares de formação de opinião, onde os eventos narrados por eles levam a debates e reflexões, por isso são grandes influenciadores para a população. A constante divulgação de informações hostis, como a violência, pode gerar o aumento desses crimes. Mostrar algo repetitivamente pode levar a crer que é algo corriqueiro no meio social. Mas também serve como alerta para indicar lugares que estão ameaçados, ajudando as pessoas a se prevenirem do perigo.
As consequências só dependem de como esses fatos serão transmitidos ao público e com que frequência. O ser humano se adapta para sobreviver e com isso evolui, segundo o livro “Sapiens: a história da humanidade” de Yuval Noah Harari. Logo os indivíduos que acompanham essas notícias diariamente, sejam elas agradáveis ou não, tende a se moldar para sobreviver no meio em que habita.
Portanto, para diminuir a exposição da violência o Ministério da Comunicação deve estabelecer um limite de circulação de vídeos e imagens que mostram livremente atos brutais em canais abertos. Aumentar a exibição de programas mais educativos, como autodefesa, primeiros socorros e formas de buscar ajuda em situações de risco. E conscientizar a população que o país contém um sistema jurídico para julgar aqueles que infligem as regras e por isso não se deve “fazer justiça com as próprias mãos”.