Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 22/09/2020
Na época em que o Império Romano o Coliseu era um marco, a violência era vista como uma forma de entretenimento, o comportamento agressivo foi regulamentado e, logo, um verdadeiro problema na cidade passou a ser divertido: violência. Porém, o desenvolvimento das mídias sociais expandiu enormemente a sociedade do Império Romano, pois a magnificência da violência exposta nesses veículos distorceu a evolução humana e o desenvolvimento do tempo. Entretanto a banalização da morte como também o Individualismo sendo constante na prática jornalística.
Segundo o repórter “Reinaldo Azevedo” na coluna “Revista Veja” - a vida humana parece ter pouco valor todos os dias - não há dúvida de que a grande mídia vai cooperar para esse fim. Porque mais e mais filmes violentos são adicionados ao relatório, muitas explicações e colaboração insensível não podem normalizar a morte. Por exemplo, em 2010 houve uma operação policial no prédio do Alemão, o canal de notícias só transmitia notícias ao vivo para a polícia que tinha como alvo os traficantes, ou seja, esse tipo de imaginário diário ajuda a tornar as pessoas mais.
Como resultado, a sociedade naturaliza a violência exposta ao mundo exterior e, portanto, perde uma importante capacidade de enfrentar problemas práticos. Essa conexão expande a visão filosófica de Hannah Arendt de que os indivíduos tendem a reprimir males generalizados, gerando emoções negativas sociais. Desta forma, a “sociedade do espetáculo” alimenta as notícias sensacionalistas, porque as consomem sem reflexão prévia e como forma de entretenimento, tal como acontecia na Roma Antiga.
Por isso, O Ministério das Comunicações deve coibir avaliações excessivas e comunicados à imprensa, estabelecendo uma estrutura regulatória de comunicações que estabeleça restrições à divulgação de imagens e vídeos extremamente violentos em canais públicos e evite que mortes banalizem propósitos. Da mesma forma O poder legislativo deve impor restrições à sensação noticiosa por meio de leis especiais, a fim de multar as empresas de mídia que violem a dignidade de qualquer grupo violento ou vulnerável, de modo a estabelecer uma indústria jornalística transparente e beneficiar o coletivo.