Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 22/09/2020

No Império Romano, período onde foi construído o marcante símbolo da época, o Coliseu, a violência era vista como entretenimento. Paralelo a isso, a contemporaneidade usa o sensacionalismo em mídias, principalmente em jornais, para expor notícias sobre violência e tal espetacularização pelas mídias pode trazer consequências graves para a sociedade, que é vista como a plateia desse cenário problemático.

É inegável que a violência sempre existiu, porém, ultimamente ela vem ocupando grande espaço nos veículos midiàticos do Brasil e com efeito disso, nota-se duas grandes e impactantes consequências: O agravamento de doenças psicológicas e a Banalização da violência. Observa-se a respeito da primeira consequência, que doenças como depressão, síndrome do pânico e ansiedade, por exemplo, são agravadas pelas mídias e seu sensacionalismo quando se trata de violência, pois pessoas que não tem apoio psicológico acabam entrando em colapso ao verem a falta de empatia em torno desse tema, o que acaba levando a segunda consequência.

Por conseguinte, a sociedade naturaliza a violência exposta e, logo, perde a capacidade crítica diante de problemas reais. Tal conjuntura amplia a visão filosófica de Hannah Arendt, na qual os indivíduos tendem a banalizar o mal difundido corriqueiramente, gerando passividade social. Com isso, a “sociedade do espetáculo” alimenta o jornalismo sensacionalista, visto que consomem esses conteúdos sem um reflexão prévia e como forma de entretenimento, tal como corria na Roma Antiga. Nesse sentido, persiste um ciclo intermitente: o povo aceita e consome a violência exposta e, assim, a mídia continua produzindo o “espetáculo”.

Evidência-se portanto, que a espetacularização da violência tem consequências ruins e, contudo, faz-se necesário não deixar a violência se sobressair e veículos midiáticos na mesma escala em que apresentam notícias sobre violência, devem informar ao público telefones e lugares regionais que fornecem apoio psicológico gratuito e também explicar a importância de tal apoio, e por fim, após tais notícias, devem ser feitas notas de repúdios em todas, já que jamais devemos deixar a violência ser algo banalizado e com essas notas realizadas pelos jornais, que são grandes formadores de opinião pública, manteremos as pessoas informadas, com jornais que noticiem com veracidade aos fatos e consequentemente com posicionamentos de bem, evitando ao máximo que a tragédia se torne um espetáculo.