Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 22/09/2020

“Os tempos não ficaram mais violentos. Eles apenas se tornaram mais televisionados.” A frase de Marilyn Moroe nos remete a um tema que enfatiza o aumento da violência na mídia, que geralmente se transforma em uma performance sensacional e acaba por banalizar a violência e também, de certa forma, manipular o público.

Segundo o sociólogo Emile Durkheim (Émile Durkheim), os fatos sociais são conjuntos de normas sociais que exercem poder coercitivo sobre os indivíduos. Portanto, ao ler, ouvir ou assistir notícias sobre violência, o público vai reagir de acordo com padrões sociais, primeiro se surpreendendo, mas rapidamente esquecendo a seriedade dos fatos conhecidos. Considerando a fluidez do mundo contemporâneo, esse tipo de domesticação da informação é uma realidade, refletindo que a complexidade dos fatos veiculados pela mídia perdeu o sentido.

Hoje, no Brasil, o objetivo da mídia não é realizar manipulações radicais, mas tende a moldar o público ao introduzir o caráter pessoal na transmissão de conteúdo. Portanto, é difícil para as pessoas que cometem comportamentos violentos e ilícitos com frequência serem condenadas publicamente, o que é fortemente influenciado pela mídia, pois, para atrair mais público, causa sensação e ignora os problemas práticos atuais.

Como já explicitado, no Brasil, a adversidade provocada pela imponência da mídia é uma intervenção necessária para a manutenção social. Portanto, o Ministério de Relações Públicas Federal deve apresentar propostas que visem a manutenção do sistema, como atividades educacionais e culturais, que ficam a cargo do Ministério da Educação e do Ministério da Cidadania, respectivamente, de forma a reduzir a disseminação de informações que ampliem o dano social. Além disso, a mídia pública precisa de uma reforma para restabelecer seus valores morais por meio da lei do MJC, que limita a disseminação de conteúdo antiético em suas diretrizes, portanto, no contexto do Brasil contemporâneo, a profanação e a manipulação estão fora de alcance.