Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 22/09/2020
Durante o Império Romano, uma das principais formas de entretenimento para a população era o Coliseu, no qual as pessoas entravam e assistiam lutas entre gladiadores ou animais, que muitas vezes eram até a morte. Dessa forma, a espetacularização da violência por meio das grandes mídias sempre esteve presente na história da humanidade, e no Brasil, isso ainda é um problema, trazendo consequências como a normalização da violência e o estímulo da prática de fazer justiça com as próprias mãos.
Segundo dados divulgados pela organização Visão Mundial e o Instituto Igarapé em 2016, cerca de 85% das crianças relatam conviver com brigas na escola, e mesmo assim 68% afirmam se sentir seguras com relação a isso. Dessa forma, se torna claro de que grande parte da população normaliza a violência, e grande parte disso se deve pela forma na qual a mídia brasileira aborda o assunto, dando uma sensação de impunidade na população, como afirma o sociólogo Laurindo Leal filho.
Além disso, durante o ano de 2017, surgiu no Rio de Janeiro um grupo de justiceiros formado por moradores, pequenos comerciantes, que agiam com extrema violência contra qualquer pessoa que tentasse efetuar um roubo contra qualquer comerciante ou cliente. Assim, a pratica de fazer justiça com as próprias mãos é um problema comum no Brasil, e isso se deve pela forma na qual a mídia apresenta esses crimes, que acaba por os estimular.
Dessa forma, cabe ao Governo Federal, por intermédio do Ministério da Justiça e Segurança Pública criar um programa social que execute palestras em escolas e universidades que tenham como tema a violência, para que as pessoas sejam conscientizadas sobre esse assunto. Ademais, o mesmo agente, por intermédio do mesmo ministério, efetuar propagandas por meio dos principais meios de comunicação que mostrem as consequências da prática da justiça com as próprias mãos, com o intuito de reduzir o número de pessoas estimuladas a serem justiceiros no Brasil.