Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 23/09/2020
Espetacularização é o mesmo que promover um show, uma cena, é fazer de uma imagem algo amplamente difundido, principalmente na sociedade. Noticiários, programas da tarde, canais de TV no geral são um grande palco para espetáculos de abordagem chamativa, polêmica ainda mais nas áreas pobres ligando a classe social ao crime além de, muitas crianças e jovens estarem expostas a esses canais escandalosos e marcantes.
Assaltos, chacinas, estupros, perseguições policiais entre outros são apresentados diariamente de maneira exagerada para ter-se um público maior, uma visualidade da emissora. Segundo o estudo publicado pela “American Medical Association”, a exposição de crianças à violência na televisão pode acarretar no desenvolvimento de comportamento agressivos, absorvendo grande parte das informações citadas no meio, sendo assim evidente a toxidade para a juventude.
Um grande problema que é visto é a banalização da violência por exemplo, um assalto ocorre consideramos “normal” pois está sendo banalizado, tornando-se algo habitual na mente da sociedade. Ao mesmo tempo tem-se o intenso medo de ir à rua, com medo de algo acontecer, visto a constate guerra que é passado nos meios de comunicação. A criminalização da pobreza é um grande ponto, pois um erro muito comum e evidente é ligar a criminalidade com ela, a desigualdade social e à violência são associados diretamente porém não é só isso que vai transformar alguém em marginal. Esse preconceito estrutural deve ser desconstruído, a sua atuação é extremamente prejudicial e injusto.
É visto o poder que as notícias tem de manipulação em uma população, então se usado para o bem, para o discernimento, esclarecimento e justiça é de extrema contribuição. Para a proteção de jovens e crianças, cabe ao Ministério da Propaganda, por meio da conscientização mostrar aos pais que devem ter o controle sobre o conteúdo assistido, um monitoramento maior. Além do Ministério da Comunicação conter a exibição da brutalidade e limites postos sobre a violência exposta para a não banalização de morte.