Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 28/10/2020
Durante a Ditadura Militar, houve extremo controle de informações por aqueles que estavam no poder, com o objetivo de manipular a opinião pública. Hodiernamente, muito mudou em relação à mídia, porém, ainda existem equívocos que são cometidos frequentemente por parte de formadores de opinião e jornalistas, que pode ou não ser proposital, mas muitas vezes tem a finalidade de espetacularizar algo, acarretando em distorções, falsas afirmações e exposições desnecessárias.
Na obra de Guy Debord: ‘‘A Sociedade do Espetáculo’’, é retratado, de forma intensa, a cultura midiática e como ela é a instituição social mais poderosa já existente. De fato, percebe-se a importância deste artefato, onde se pode criticar, influenciar, argumentar e até mesmo criar. Ademais, é nela que se recebe informações instantâneas, que podem ser sensacionalistas para entreter seu público, o que pode ocasionar em diversas consequências negativas.
A mídia exerce muita influência aos que a acompanham, portanto, cuidados devem ser seguidos no momento de divulgação de informações. Em contrapartida, como resultado do imediatismo, dados errôneos são explanados, gerando as tão conhecidas ‘‘fake news’’. Outro desvio bastante comum é a espetacularização de notícias para chamar a atenção do público, como relatar momentos trágicos pessoais de forma sensacional.
Contudo, é necessário que medidas sejam levadas em consideração para a solução do impasse. Por meio da Secretaria de Imprensa da Presidência da República (SIP), junto com a Câmara dos Deputados, deve-se implementar um projeto de lei que puna a distorção de informações e exposição de períodos fatídicos de entrevistados como forma de atração, para que por fim haja mais responsabilidade jornalística e midiática.