Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 07/11/2020

Para o filósofo Platão, “O importante não é viver, mas viver bem”. Esse pensamento exemplifica o atual cenário brasileiro, visto que muitos indivíduos buscam certa orientação e acabam influenciados pelos noticiários. No entanto, observa-se uma espetacularização da violência pela mídia no país. Dessa maneira, pode-se afirmar que não apenas os meios midiáticos, mas também as escolas são dois protagonistas que podem atenuar essa problemática.

Em primeira análise, durante o Período Medieval, era a Igreja Católica que controlava a forma de pensar e agir de parte da sociedade. Contudo, com o advento das novas tecnologias, resultado da Terceira Revolução Industrial, a mídia assumiu esse lugar. Para o sociólogo Karl Marx, ideologia é um conjunto de ideias, em sua maioria, propagadas pelos meios de comunicação, com a finalidade  de persuadir o interlocutor. Dessa forma, fica claro que esses veículos de informação, ao passo que espetaculariza a notícia, pode reforçar para o aumento dos preconceitos.

Outrossim, cabe ressaltar que as instituições de ensino podem ser vistas como ferramentas para frear as consequências da banalização da violência. De acordo com o filósofo Immanuel Kant: “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Nesse contexto, fica nítido que esses âmbitos educacionais não podem restringir-se em apenas escolarizar os alunos, mas também estimular o senso crítico e prepará-los para os novos desafios. Logo, é imprescindível um envolvimento maior dos colégios nessa temática.

Logo, medidas precisam ser tomadas para reduzir esse problema. Por isso, é necessário que a mídia, como um todo, demonstre a problemática, por meio da elaboração de filmes, novelas e seriados, com cenas e personagens voltadas para a realidade de pessoas que já passaram por essas experiências. Ademais, o Ministério da Educação deve oferecer palestras para os alunos e familiares, nas escolas e aos finais de semana, com a participação de psicólogos e jornalistas, para que esses melhor esclareçam a população. Espera-se, com isso, o verdadeiro viver bem afirmado por Platão.